Corrupção: Como Dilma mudou o debate ao sair da defensiva para a ofensiva

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FHC_Black_Friday

Paulo Nogueira, via DCM

Pouca gente parece ter notado, mas Dilma achou uma boa saída para a questão da corrupção. Ela saiu da defensiva para a ofensiva.

A linha básica de sua argumentação sobre o assunto é que a corrupção não era investigada antes e agora é. Daí a diferença.

É, de certa forma, um raciocínio educativo. O brasileiro médio se acostumou erradamente a pensar que corrupção só existe no Brasil. Mais especificamente: só em governos populares, de Getulio a Jango, de Lula a Dilma.

A explicação de Dilma é parcial. Ela fala no ímpeto investigativo da Polícia Federal, do Ministério Público e da Procuradoria Geral. Lembra que, na era FHC, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, era conhecido como engavetador-geral, por evitar mexer em casos de corrupção no governo.

Segundo a Wikipédia, dos 626 inquéritos criminais que recebeu, Brindeiro engavetou 242 e arquivou outros 217.

O que Dilma não disse, provavelmente…

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